Não quero ferir susceptibilidades mas porra… Será que os cromos da estrada com a mania que aceleram e que andam para “c@ralho” vivem entre Setúbal e o Barreiro!?
É apenas um desabafo de algo que ontem me irritou solene mente!
Eram 18h da tarde, final de um dia de trabalho sem qualquer intenção de chegar a casa mais cedo, visto que o preço dos combustiveis nem nos deixa sonhar com rapidez.
Para quem conhece Setúbal estava eu a chegar ao penúltimo semáforo antes de atingir o começo da A2, pára um carro ao meu lado, um Peugeot 206 com 4 gajos lá dentro. Nada de novo!!! Eu conduzia com as janelas abertas, devido ao calor insuportável que as tardes de Verão nos presenteiam, e começo a ouvir o fulano que conduzia a assobiar e a mandar-me piropos, nem um homem das obras consegue ser tão reles.
Fechei imediatamente o vidro para ver se o rapazola se “tocava” (o que não me surpreendia que o estivesse a fazer) e ia chatear a “sra. mãe dele”. O semáforo abriu e eu segui viagem até ao último entre mim e a A2.
Não satisfeito volta a parar ao meu lado, no interregno do semáforo põe a mão de fora e diz: “Já te apanho!”. – “Oh my fucking GOD” pensei eu… só me aparece é cromos!!!
Já na autoestrada decidiu cumprir com a sua promessa e ultrapassa-me a 120 kmh e coloca a sua lata azul em frente ao meu carro, travando para reduzir a velocidade. Irritada com aquilo pisei a fundo o acelerador e ultrapasseio-o mais aos carros que se encontrava à sua frente.
Nem dois minutos passaram quando decide ir atrás do meu carro. Ora eu não tinha espaço para me encostar à direita e ele decidiu colar a sua parte dianteira à minha trazeira. Na verdade a sensação que tive foi que ele já estava sentado no meu banco de trás e que o meu carro tinha se transformado numa carrinha das obras!!!
Receosa pela atitude da “besta” decidi acelerar a ver se me afastava, mas a criatura era bem mais teimoso que eu e em uns modestos 160 kmh ele mantinha a tromba quase encostada ao meu ouvido.
Ao mínimo toque o resultado poderia ser catastrófico para ambos… gente estúpida. Se não fosse o perigo de eu me despistar com um pequeno toque, juro que tinha travado levemente e cobrado ao SACANA um pára-choques.
Depois lá se encostou à direita e saiu na saída do Barreiro, no meu intimo só desejava que batesse com os “cornos” nos pilares da portagem e fosse passar umas belas férias na Emergências do podre hospital do Barreiro.
Qual é o objectivo deste acto? Provar o quê!? Que conduzem bem!? Que são bons!? Que não têm amor ao dinheiro?
A única coisa que conseguem provar é que são umas grandessíssimas BESTAS!
Tenho dito
Ana Coelho



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