Eu vs Contacto Físico

21 07 2008

Ora…

Vamos lá ver se nos entendemos. Eu não tenho medo de gente e muito menos de pessoas que considero amigos. Portanto, estou a incluir uma vasta gama de pessoas que fazem parte do meu universo e de quem gosto muito.

Quando falo que não gosto de contacto físico, não estou a dizer que tenho fobia aos toques. Gosto muito de abraçinhos e beijocas boas das pessoas que me são próximas, e aqui excluo uma data de pessoas que conheço por acaso e também todas as que nunca vi na vida.

O contacto físico é muito importante para mim, e talvez por isso seja tão niquenta com os toques, é óbvio (acho eu!) que não gostamos de ser amassados, palpados ou apalpados (lolol) por gente que nos é estranha.

E eu dispenso completamente esse contacto. Agora… isso não quer dizer que seja antisocial! Até porque adoro conhecer caras novas, mas é claro que não vou saltar para os braços dessa pessoa.

Não nos pudemos esquecer que o contacto físico não é algo separado do contexto em que está a acontecer algum fenómeno social, isto é: os lugares, quem são as pessoas que estão a estabelecer uma comunicação e quais as suas relações.

Para mim, a distância socialmente aceite é de um braço esticado para a frente, mais do que isso é porque as pessoas são-me mais intimas.

As Mãos

Pois é… as mãos são sem dúvida, para mim, um meio de comunicação tão ao mais poderoso que os olhos, pois elas transmitem emoções, basta que estejamos atentos para conseguirmos entender as suas pistas.

Estou a excluir o ASPECTO das mãos (que apesar de ter a sua importância não conta para o assunto).

Falar com as mãos é um complemento da comunicação. O tacto é assim um dos principais veículos de emoções e da personalidade de cada um e quem não sabe gesticular torna a sua postura fria e inexpressiva. Há quem não saiba gesticular, para outros é tão natural que nem dão conta que o fazem.

Mas gesticular não é o mesmo que tocar, agarrar, puxar ou simplesmente acariciar (por acaso ou intencionalmente) alguém.

Sendo as mãos uma parte importante para a comunicação, não prescindo do conceito que é através delas que recebo e ajo sobre o Mundo. Desta forma, não tolero que estranhos as agarrem. É também claro, que ao praticar desporto ou uma actividade que necessite de um parceiro é inevitável que esse contacto se faça. E posso garantir, que aqueles que são como eu, fazem um esforço danado para tratar tudo com muita naturalidade, mesmo que sintamos sempre algum desconforto. Chama-se hábito, quando já não nos faz confusão que x ou y nos agarrem.

Quanto ao resto do corpo… é complicado! Pois há partes que cada um considera mais intima. E todos nós sabemos, pelo menos onde socialmente pudemos tocar (nada de ajavardar a conversa).

É simples! Não há nada como respeitar o espaço dos outros, pode-se mesmo comparar com a falta de respeito que é entrar na casa-de-banho ou quarto sem bater à porta!

Será que me consegui explicar!?

Não sou um bicho do mato, mas que não gosto de muitos “agarranssos”!

Beijocas à distância para todos!;)

A.C.





RUMO AO FMM – Porto Côvo

21 07 2008
Arrancar de Almada não foi difícil, depois de conferir o liquido  refrigerador  e o óleo do carro lá fui buscar a maltinha que combinara dias antes rumar até Porto Côvo para assistir a um dia do Festival Músicas do Mundo de Sines.
Quatro viajantes: Nuno, Patrícia, Inês e Ana
Ana, Nuno, Patr�cia e Inês

Ana, Nuno, Patrícia e Inês

Foi fixe…!
Flat Earth Society meets Jimi Tenor
Foi a primeira banda a abrir a noite, de dia 19 de Julho, do Festival de Músicas do Mundo de Sines e o que se pode dizer sobre estes indivíduos!???
Flat Earth Society meets Jimi Tenor grande concerto

Flat Earth Society meets Jimi Tenor grande concerto

São FENOMENAIS!
Jimi Tenor

Jimi Tenor

Aqui fica o link do Myspace do Jimi Tenor: http://www.myspace.com/myjimitenor
As outras duas bandas deixam “um pouco” a desejar!
Mas a noite correu bem, depois de saltarmos e rirmos, fomos buscar o carro e procurar o local adequado para armarmos a nossa casa de férias.
E não poderíamos ter escolhido melhor local. Depois da vivenda instalada de frente para o mar e em cima de um colchão natural ficamos por ali a “desfrutar” o momento!
Num debate acesso sobre coisas que não se debatem com quem não conhecemos e que pouco nos diz sobre os outros passamos a maior parte do tempo a discordar.
É claro que se aprende muita na discórdia, mas será que foi para isso que me desloquei a Sines!??
Enfim, para além disso foi muito giro.
"Tou?"

A revolta das três - Alguém disse: "Tou?"

Principalmente encontrar a Sílvia hiper bem disposta e de quem tenho pena não ter passado muito tempo, pois os poucos minutos que tive com ela conseguimos ter daquelas conversas interessantíssimas que só dá vontade de rir… aliás algo que se tornou bastante habitual!




Como te recordo…

21 07 2008

É ao regressar a ti que percebo o quanto de mim tens… o quanto da minha história guardas!

Recordar-te não é unicamente lembrar, não é unicamente guardar na memória coisas tontas ou idiotas que se passaram…

É principalmente sentir a diferença da Ana que pisou o teu chão pela primeira vez, da Ana que regressou a ti uma segunda vez e da Ana que hoje sou e de onde a minha câmara de captou!

Quando olho para ti, sei que o que vivi ali, nessa mesma falésia há anos atrás.

Quero acreditar que este sitio me consiga sempre trazer uma certa melancolia, uma paz e um reboliço!

És tu farol o único testemunho das tardes que passava sentada junto a ti, coberta de razões e incertezas. Mergulhada em dúvidas mas de certa forma feliz.

Tu conheces-me!

Hoje não me sinto a mesma, sinto-me desiludida, triste e cansada!

Pois as tuas ondas não são as mesmas, a tua brisa não acalma e o sono que dormi junto a ti… nada deixou assentar!

Sinto um vazio persistente, procurei em ti um fim-de-semana em que não tivesse nada em que pensar, que fosse só para me divertir, apenas procurava descontrair, não pretendia mais do que estar!

Encontrei dúvidas, perguntas, justificações e grandes confusões.

Fragmentos… Mais uma vez consegui me fragmentar e desejar que as horas passassem… mas ao contrário do que parece, desta vez tive muito calma e não percipitei o fim!

A Vida parece ser mesmo assim, tudo num tempo incerto! E eu estou tão cansada…

Ana Coelho

Além-tédio

Nada me expira já, nada me vive ---
Nem a tristeza nem as horas belas.
De as não ter e de nunca vir a tê-las,
Fartam-me até as coisas que não tive.

Como eu quisera, enfim de alma esquecida,
Dormir em paz num leito de hospital...
Cansei dentro de mim, cansei a vida
De tanto a divagar em luz irreal.

Outrora imaginei escalar os céus
À força de ambição e nostalgia,
E doente-de-Novo, fui-me Deus
No grande rastro fulvo que me ardia.

Parti. Mas logo regressei à dor,
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual:
A quimera, cingida, era real,
A própria maravilha tinha cor!

Ecoando-me em silêncio, a noite escura
Baixou-me assim na queda sem remédio;
Eu próprio me traguei na profundura,
Me sequei todo, endureci de tédio.

E só me resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes, mais esguios...

                      Mário de Sá-Carneiro