Quero respirar…
As palavras enrolam-se na garganta, a boca seca-me e os olhos enchem-se de água. A vida definha e a alegria esvai-se.
Os sonhos caem por terra, as conquistas viram derrotas…
Um lagarta anda no estômago, às voltas! Repete este eterno movimento. Sobe até à traqueia, numa ameaça de explodir em som.
Cala-se, contorce-se e alimenta-se das vísceras,
Um manjar de agonia
De despeito
De saudade…

Ana Andrade