Ser Mulher é…

Posted: Terça-feira, Março 4, 2008 in Uncategorized

… Uma grande treta!

Não sou sexista, pois não acho que haja um sexo superior, mas sou Femininista

pois farei de tudo o que estiver ao meu alcançe para combater as desigualdades que

existem entre Homens e Mulheres.

Normalmente ouve-se o jocoso de alguns Homens quando uma mulher pede ajuda

a dizer: “Aguenta-te! Não querias a igualdade de direitos”. Sempre que oiço coisa do

género fico com alguma pena da pouca inteligência que Deus deu àquele pobre ser.

Igualdade de direitos não é esquecer as diferenças biológicas dos seres,

não é não respeitar a fragilidade dos corpos.

Quando se fala em igualdade de direitos fala-se de:

– Igualdade de Oportunidades

– Igualdade de Salários

– Igualdade na Educação

– Igualdade na Saúde

– Igualdade na Liberdade

As mulheres têm tentado se emancipar,

aquelas que não conseguem, muitas das vezes, não o fazem por mediocridade

de intelectualidade mas sim porque está um intelectual mediocre na chefia do “mundo”.

No século XXI, as mulheres ainda recebem menos que a generalidade dos Homens,

mesmo quando desempenham as mesmas funções.

Quando começou a haver necessidade que o outro agregado familiar ajudasse

nas despesas dos lares, as mulheres vestiram calças e “gravatas” e fizeram se à estrada,

sem medo e cheias de convicção.

Não provaram que são melhores, provaram apenas que são capazes! Que conseguem

corresponder as necessidades dos cargos

de chefia e que conseguem organizar e também sabem mandar.

Tornaram-se profissionais, mas não deixaram de ser mães, educadoras,

amigas e companheiras. Não perderam o seu lado feminino,

apenas o evidênciaram.

Os Homens parecem deveras assustados com esta emancipação e não olham

a meios para manter o fosso,

a ferramenta mais utilizada é sem dúvida o desprezo pela questão.

Eu sou mulher! E quero sê-lo num país livre, num país consciênte que a minha

potêncialidade está para além

do que se encontra no meio das minhas pernas.

Não é um pénis que me dá mais potencialidades de sucesso, mas sim a disponibilidade

psicológica e racional

que tenho de  encadear pensamentos, de ser crítica e de olhar para onde outros temem olhar.

Nós somos MULHERES, somos nós que educamos os nossos filhos, é a nós que cabe a tarefa

de pôr os novos homens deste mundo

a olhar para as novas mulheres, como SERES IGUAIS.

Pediram-me para escrever um texto sobre o dia da mulher, e lamento por não ter conseguido.

Não achei nenhum motivo para festejar o ser mulher. Pois ser mãe é um dado adquirido,

que nos é dado pela biologia.

Não pretendo festejar um dia em que parece que serve para dizer:

“Vá já têm o vosso dia” como se esse fosse o máximo dos reconhecimentos.

Comentários
  1. Jazzkitty diz:

    O facto de haver ou não haver dia da mulher para mim é indiferente. Mas o que te posso dizer é que, apesar de todas as desigualdades existentes, daquela lista que mencionaste julgo que apenas temos a igualdade assegurada no acesso à educação onde estamos claramente em maioria e na saúde, onde nem mulheres, nem homens têm acesso, mesmo assim ainda bem que nasci mulher.
    Não sei o que seria ser homem, porque nunca o fui mas, olhando para as mulheres e homens à minha volta, acho que fui privilegiada por nascer mulher. Talvez seja por isso que agora tenho de lutar contra os outros privilégios que são dados aos homens.

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