De 04 a 18 de Julho de 2008

Posted: Quinta-feira, Julho 3, 2008 in Eventos, Teatro
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DENTRO DE MIM OUTRA ILHA

Esta criação consiste num intercâmbio entre o “eu” e o “outro”, entre o homem e o ser actual, entre o ser e o indivíduo.
E também entre o ser como parte de uma grande mentira, um paradoxo, particularmente no Mundo actual da globalização social, onde há escassez e abundância, secas e inundações, pobres e ricos, subdesenvolvidos e desenvolvidos. Onde o “eu” e o “tu” se encontram, os meus olhos reconhecem um semelhante mas a minha mente vê-te como um estranho. Moçambique sofreu graves inundações em 2002 e, em simultâneo, sofreu também um dos períodos de seca mais longos de que há memória.

CulturArte

Panaibra Gabriel, natural de Maputo, tem formação artística em teatro, música e dança. Estreou-se em 1993 como bailarino de dança tradicional e formou-se em dança contemporânea com diversos coreógrafos: Vera Mantero (Portugal), Frans Poelstra (Holanda), Meg Stuart (EUA) e Reggie Williams (EUA). Em 1998 criou a CulturArte e dedicou-se ao desenvolvimento de diversos projectos de formação e criação artística. Actualmente dedica-se tanto à coreografia como à formação e colabora também com outros artistas em projectos multiculturais da África Meridional e de outras partes do mundo.

Dentro de mim outra ilha estreou-se em 2004 em Maputo, tendo já sido apresentado em Paris, Tunes, Roma, Pescara, Berlim, Hamburgo, Barcelona, Biarritz, Amsterdão, etc.

Intérpretes Domingos Bié, Edna Jaime, Horácio Macuacua, Ídio Chichava, Sónia Mlapha
Figurinos Dona Lúcia
Desenho de luz Quito Tembe
Composição musical Rufas Maculuve
Convidados para a composição musical Guimarães, Vilma, Nené
22h00 Sex 4

Língua Português
Duração 00h40

Escola D. António da Costa – Almada Palco Grande

HÓSPEDES INDESEJADOS

Hóspedes indesejados apresenta um conjunto de situações quotidianas que retratam as relações familiares entre adultos e crianças, revelando não só o confronto entre gerações como também os conflitos internos de cada um.

O modo como desejos, aspirações e expectativas se moldam às diferentes fases da vida é tornado ainda mais evidente na forma como as personagens se relacionam com os seus pais e/ou filhos. O núcleo familiar é assim ponto de partida para um conjunto de situações equívocas, divertidas e por vezes surpreendentes, onde se revelam os afectos das relações familiares e se mostra como expectativas e desilusões se tornam comuns, quando se procura resolver a insatisfação do eu através da projecção de ideais de perfeição sobre o outro.
Comuna – Teatro de Pesquisa

João Mota nasceu em Tomar em 1942 e estudou no Centre Internacional de Recherches Théâtrales, de Peter Brook, no ano 1970/71. Em 1957 ingressou no Teatro D. Maria II, onde permaneceu 10 anos. Fundou a Comuna – Teatro de Pesquisa em 1972, companhia que ainda hoje dirige e na qual já dirigiu mais de 90 Produções.

Encenações suas foram apresentadas em vários países da Europa e América do Sul. Foi menbro fundador e director da Convenção Teatral Europeia. Em 1992 foi agraciado com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique e em 2007 foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro, e a Medalha de Mérito Cultural.

Intérpretes Hugo Franco, João Tempera, Jorge Andrade, Judite Dias, Maria Ana Filipe, Mia Farr, Miguel Sermão, Tânia Alves
Desenho de luz João Mota, Alfredo Platas
Figurinos Carlos Paulo
Confec. guarda-roupa Mestra Aurélia Braz
Máscaras Renato Godinho
Equipa técnica Alfredo Platas, Renato Godinho, Mário Correia, Fábio Miquelini
Fotografia Susana Paiva
Assistência geral Cremilde Paulo, Madalena Rocha, Leonor Gama, Assunção Dias, Eduardina Sousa
Produção Rosário Silva, Carlos Bernardo
Assistente de produção Raquel Lima
22h00 Dom 6

Língua Português
Duração 1h20

Escola D. António da Costa – Almada Palco Grande

QUARTO INTERIOR

Quarto interior estreou-se em 2006 e é o primeiro trabalho do ciclo Poética da Casa, que a companhia portuense Circolando tem vindo a desenvolver (já este ano, em Maio, foi apresentado Casa-Abrigo, prevendo-se que o terceiro espectáculo – Mansarda – possa ser visto em 2009). Procurando fundamentar uma verdadeira linguagem transdisciplinar, a Circolando apostou no desenvolvimento de uma teatralidade gestual, que alia uma riquíssima densidade lírica à rigorosa exploração da potencialidade imagética de materiais elementares.

É com absoluta inventividade e surpresa que, em Quarto interior, os corpos dos dois intérpretes, uma árvore ressequida, portas velhas de edifícios urbanos, uma cama antiga e um estrado de madeira se fundem e transfiguram diante do espectador. A busca de uma essencialidade arraigadamente poética não se faz, porém, sem uma subtilíssima ironia que potencializa um jogo permanente de construção e desconstrução de sensações visuais e sonoras. O tom expressionista que a malsã iluminação amarelada instala em cena contribui para esvaziar qualquer excesso emotivo, resolvendo-se o espectáculo num horizonte performativo de humor inquieto e melancólico.

Apesar de só ter iniciado a sua actividade em 1999, a Circolando é já hoje uma referência nacional e internacional.

Intérpretes André Braga, João Vladimiro ou Patrick Murys
Concepção plástica André Braga
Figurinos Rute Moreda
Luz Cristóvão Cunha
Música Alfredo Teixeira
Direcção de produção Ana Carvalhosa
Desenho de som Harald Kuhlmann


22h00 Qua 9

Língua Português
Duração1h05

Escola D. Antónioda Costa – Almada Palco Grande

CANÇÕES DE BRECHT

Conheci Brecht pela mão de José Ribeiro da Fonte, figura maior da cultura portuguesa das últimas décadas do século passado, ao ser convidado a interpretar Macheath numa versão de concerto em língua original de Die Dreigroschenoper, apresentada na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa sob a direcção de João Paulo Santos. Constança Capdeville, figura incontornável da música portuguesa do séc. XX, de quem tive a sorte de ser aluno de composição no Conservatório Nacional, fez-me conhecer em pormenor a música de Weill e, enquanto se discutia academicamente se um homem deveria cantar canções ditas de mulher, eu trauteava Surabaya Johnny num espectáculo apresentado no Salão Nobre do Teatro São Carlos pelo ColecViva, grupo de teatro musical fundado pela compositora, em que homenageámos as muitas vozes de Cathy Berberian.

Com o Nuno Vieira de Almeida, dessa vez na Culturgest, explorei, a par de canções célebres de teatro, o Brecht menos conhecido de Die Hollywoodelegien, com música de Eisler.

Joaquim Benite, na sequência de espectáculos que criei com Fernanda Alves e Jeff Cohen, fez-me o convite para voltar a Brecht, desta vez com Teresa Gafeira, actriz/cantora de irresistível talento, mais uma vez em parceria com Jeff Cohen, músico com quem partilhei algumas das mais estimulantes experiências musicais que tenho desenvolvido nos últimos anos. Cantar e ouvir as palavras de Brecht “transpostas” por Yvette Centeno para a nossa língua, tem sido um prazer tão grande como cantá-las e ouvi-las na língua original. Só me resta pensar que a actualidade da palavra de Brecht não vai passar despercebida.
Luís Madureira, Junho de 2008

Intérpretes Jeff Cohen (piano), Luís Madureira (voz), Teresa Gafeira (voz)
Versões livres para português Yvette Centeno
19h00 Qua 16
19h00 Qui 17

Língua Português
Duração1h00 (Previsão)

Teatro Municipal de Almada – Almada Sala Experimental

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