Esta dor que sinto…

Posted: Terça-feira, Outubro 7, 2008 in Amigos

… é inspirada em mim!

É o querer que tudo fique bem sabendo que não vai ficar! É manter o pensamento positivo quando o pessimismo teima em se sobrepor.

É não querer ver ninguém e tentar reflectir sobre as hipóteses que tenho para não o fazer sofrer e reparar que é fatal como o destino e nada posso fazer.

Mas como posso eu aguentar esta solução… a única que me parece ser a menos egoísta!? Como pode ser esta a única maneira de andar de cabeça erguida se só me apetece atirar para o chão!?

Como posso e olhar para as minhas mãos e não sentir o seu focinho poisado nelas!?

Em quê hei-de acreditar se a quem compete resta muito pouco a fazer!?

Como!? Como me pedem lógica se acho que tudo é demasiado cruel…

A.C.

Aparição de  Vergilio Ferreira

«Mas a angústia que me habita, a violenta redescoberta da morte, que eu acabo de fazer […]» p. 14;

«Com efeito, nas súbitas arcadas que levam à Praça, abre-se-me um obscuro labirinto onde julgo repercutirem-se, como ecos de uma gruta, os ecos do tempo e da morte.», p. 14;

«Então bruscamente ataca-me todo o corpo, as vísceras, a garganta, o absurdo negro, o absurdo córneo, a estúpida inverosimilhança da morte. Como é possível? Onde a realidade profunda da tua pessoa, meu velho? Onde, não os teus olhos, mas o teu olhar?, não a tua boca, mas o espírito que a vivia?», p. 45;

« Que pretendia eu? […] Não o dissera já a Ana? Adequar a vida (que é um pleno de ser, um absoluto, uma positividade necessária) com a morte (que é uma nulidade integral, uma pura ausência, um nada-nada).», p.109;

«Interrogo-me, porque a morte é um muro sem portas.», p. 110;

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