Amar e blá blá

Posted: Quarta-feira, Dezembro 3, 2008 in Pensamentos
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Amor entre máquinas

Amor entre máquinas

“O amor eterno é o amor impossível.
Os amores possíveis começam a morrer
no dia em que se concretizam”

 Eça de Queiroz

É apenas um pensamento, algo que vai cá dentro mas que não interessa a ninguém.

O amor é uma coisa estranha… e a decepção é uma coisa bem pior!

A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc.” (wikipédia)

Já acreditei no amor bem mais do que acredito hoje. e porquê? Porque todos os que falam em nome do amor falam em enfemeridade.

Ninguém se escapa ao prazer dos olhos, ao arrepio da pele e sendo assim nunca se ama alguém incondicionalmente.

Falo de amor de duas pessoas, atenção casal! Não me refiro ao amor materno nem à amizade, pois essa é bem especial e não podemos nunca coloca los na mesma prateleira que o “amor de casal”.

Há pouco tempo atrás ouvi “amor” de várias formas, ponderei se seria igual e concluí que não poderia ser mais divergente. Que eram tudo palavras lançadas a ver se pegavam e que com pouca humidade descolaram e não sobreviveram às intempéries.

Lutar por amor é outra coisa que não percebo! E daqui concluo que não devo valer grande coisa… Sim eu sei que a culpa é minha!

Não o é sempre!?

Quantas vezes repetiste as mesmas palavras a outros sujeitos (nível sintático)? Ver palavras repetidas direcionadas a mim mas que foram direcionadas a outras pessoas, ou vice versa, é nojento!

Está placa está virtualmente espetada em mim... OUVIRAM!?

Está placa está virtualmente espetada em mim... OUVIRAM!?

Eros representa a parte consciente do amor que uma pessoa sente por outra. É o amor que se liga de forma mais clara à atração física, e freqüentemente compele as pessoas a manterem um relacionamento amoroso continuado. Nesse sentido também é sinônimo de relação sexual. Ao contrário vem a Psique, que representa o sentimento mais espiritual e profundo.” (Wikipédia)

Este é fácil… todos nós conhecemos e normalmente acaba com “eu gostava tanto dele até ele abrir a boca”.

Pragma (do grego, “prática”, “negócio”) seria uma forma de amor que prioriza o lado prático das coisas. O indivíduo avalia todas as possíveis implicações antes de embarcar num romance. Se o namoro aparente tiver futuro, ele investe. Se não, desiste. Cultiva uma lista de pré-requisitos para o parceiro ou a parceira ideal e pondera muito antes de se comprometer. Procura um bom pai ou uma boa mãe para os filhos e leva em conta o conforto material. Está sempre cheio de perguntas. O que será que a minha família vai achar? Se eu me casar, como estarei daqui a cinco anos? Como minha vida vai mudar se eu me casar? Amor interessado em fazer bem a si mesmo, Amor que espera algo em troca.” (Wikipédia)

“Lado prático da coisa”!? Ahahahaha!

amor-dinheiro

Amar de forma calculista!? Tenho a certeza que já vi este filme em qualquer lado…

Philia, em grego, significa altruísmo, generosidade. A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse estilo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. No limite, é capaz até mesmo de renunciar ao parceiro se acreditar que ele pode ser mais feliz com outra pessoa. É visto por muitos, como uma forma incondicional de amar.” (Wikipédia)

Acho esta maneira muito triste de se amar… principalmente se o outro não valoriza. E pergunto: quem é que tem de valorizar quem e o quê?

Não faz sentido se não nos valorizarmos a nós próprios! É a tal história do “se não gostares de ti ninguém gostará” (apesar de achar que isto não é bem verdadeiro, pois acho que ficaria melhor se não gostares de ti ninguém te suportará por muito tempo).

Amor” vs. “sexo” -: a palavra amor pode ser entendida também como sexo, quando usada em expressões como “fazer amor”, “make love” (em inglês), “hacer el amor” (em castelhano), “faire l’amour” (em francês). Os hispanófonos, por exemplo, encontramos a palavra “amor” sendo, em geral, substituída por variações de “querer”, como em “yo te quiero”, em detrimento do possível “te amo” em espanhol.” (Wikipédia)

Nem sempre precisamos de amar para “dar uma” portanto excluo completamente esta definição.

O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.”

Fernando Pessoa

Isto tudo para dizer que hoje me sinto revoltada, por tudo e com todos. Calem se os que não sabem definir amar e nos molestram como batatas fritas, ruídas aos poucos.

Raios vos partam!

Ana Coelho

Comentários
  1. SusieQ diz:

    Hum…Isto está a merecer um comentário, mas agora não tenho tempo. Fica para depois.

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