Os portugueses não arranjam trabalho porquê?

Posted: Quarta-feira, Abril 22, 2009 in Outros, Pensamentos
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Bem é óbvio que não é só por causa deste exemplo, mas também este é um bom exemplo de hábitos que temos que não ajudam na nossa economia. Pensem sobre isto:

O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.

Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).

Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver
quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.

Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.

Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.

Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL…

Comentários
  1. CAO VADIO diz:

    e o pessoal até se inscreve em empresas de trabalho temporario de nome tipicamente nosso, tipo “manpower”…

  2. acbelix diz:

    Pois.. e por isso que um dia não sei onde e a quem vão eles vender essas coisas, porque uma vez todos desempregados.. vendem-se uns aos outros.

    Que pariu esta gente, que só pensa nos grandes monopólios, porque são eles que um dia lhes darão empregos chorudos, mas um dia, a continuar desta forma, só se se comerem uns aos outros, porque se as multinacionais não precisarem mais do mercado, e se o tiverem sugado até ao tutano, já naão precisam de estar aqui, e vão pregar para outras freguesias, e esses corruptos de merda, também não vão ter empregos à disposição, porque tb não vai haver necessidades de favores. Até lá, temos de gramar essa corja de merda, a ganhar muito bem, a serem alimentados com o sangue do povo, salvo rarissimos casos em que são humanistas.

    beijos a tu

    Miro

  3. Inês Gonçalves diz:

    Bem, eu acho é que devíamos convidar o Sr. Fidel Castro para passar por aqui antes que um dia ele bata as botas, para ver se ele impunha por aqui um embargo a tudo o que fosse produto estrangeiro… acho que a nossa economia ia mudar radicalmente no espaço de um ano, lololol…

    Agora fora de brincadeiras: tudo isto começa por uma questão de mentalidade. Ora bem: os portugueses não valorizam o trabalho uns dos outros, assim como não valorizam a sua terra, a sua cultura e a sua língua. O que é que eu posso dizer de pessoas que cospem em solo nacional e que o enchem de lixo? Acho que é falta de amor ao solo português e também ao Mundo. Quantas pessoas eu já ouvi dizer que “não gostam de múisca portuguesa”, para depois, depois de duas ou três perguntas, me aperceber que essas pessoas simplesmente não a conhecem? Isto só para dar alguns exemplos dos comportamentos que mais me revoltam…

    Enfim, adiante. Também não quero continuar a criticar comportamentos, porque acho que aquilo de que precisamos não é de nos andarmos a criticar uns aos outros (se bem que as críticas pretendem ser construtivas), mas antes de dar ideias para melhorar.

    Quanto aos produtos portugueses… não sei. Neste caso, não acredito muito que seja por as pessoas acharem que os nosso produtos sejam maus… pelo menos, eu ouço sempre as pessoas dizerem mal à brava da fruta espanhola em detrimento da nossa que, por sinal, é maravilhosa – opinião que eu própria subscrevo. Talvez neste caso seja por falta de informação. É que a impressão que eu tenho é que as pessoas acham que os nosso produtos são mais caros. E eu acredito que o sejam em alguns casos. Mas será uma coisa assim tão retumbante? E mesmo que o seja, não valeria a pena talvez fazer um pequeno sacrifício em nome de tentar salvar o nosso país?

    Há algum tempo, surgiu por aí uma tentativa de ligar estas coisas às emoções das pessoas através daquele autocolante amoroso com um coração que diz qualquer coisa como “compro o que é nosso”. Acho que isso será uma boa forma de tentar atingir o objectivo, mas não chega… é que, no estado em que as coisas estão em Portugal, tipo, desemprego e precariedade, eu até entendo que as pessoas pensem duas vezes em vez de comprar uma coisa mais cara “lá por ser produto nacional”…

    Eu acho que se poderia fazer uma espécie de estudo comparativo de preços entre produtos de marcas e proveniências diferentes e fazer uma lista. Do género, pegar em todas as marcas de atum à venda em determinado super/hiper, escrever a proveniência e o preço. Depois, divulgar isso o mais possível entre os consumidores.

    Eu estou disposta a participar neste estudo, tipo, das próximas vezes que for ao jumbo, vou comparar alguns preços😀

    Beijocas e bom dia de 25 de abril de 2009!

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