Censura!? Corrupção? Dedo do Governo!?

Posted: Sexta-feira, Setembro 4, 2009 in Noticias
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No Diário de Notícias:

A decisão da Administração da Media Capital de suspender o Jornal Nacional da TVI apresentado às sextas-feiras pela jornalista Manuela Moura Guedes (também directora adjunta do canal televisivo) é um facto político relevante – independentemente de qualquer juízo sobre os conteúdos do programa.
[…] E se dúvidas poderá haver, num sentido ou no outro,  sobre o tema que estaria subjacente ao programa – o ‘caso Freeport’ -, a decisão da Administração da Media Capital (isto é, do grupo espanhol Prisa) funcionará, tão-só, como um amplificador negativo dessas dúvidas junto da opinião pública.

Algumas explicações são devidas pelo accionista maioritário da empresa, já que a bomba eleitoral lançada em tempo de campanha tem de ter um nexo. Ou é uma decisão meramente empresarial, baseada em factores de ordem disciplinar ou deontológica – o que tem de ser inequivocamente demonstrado -,ou é uma intervenção desastrada na actualidade política, resultando em prejuízo de um lado (obviamente o PS), a favor de outro, e podendo configurar um caso de atentado à liberdade de informação.

Não é irrelevante a declaração do presidente da ERC, que classificou de “absolutamente inaceitável” a decisão, com  “uma consequência objectiva de interferência num processo eleitoral”. Tal como é relevante a reacção dos partidos – o PS pedindo uma intervenção da própria ERC e distanciando-se com vigor da decisão e as oposições acusando os socialistas de responsáveis por “um dos maiores atentados à liberdade de informação desde o 25 de Abril” (na dura reacção do PSD). Quer se queira, quer não, a sombra dos ‘casos TVI’  – este e o TVI-PT –  projectar-se-á, por via de um grupo de media espanhol, na campanha eleitoral portuguesa.” Diário de Notícias

No Jornal de Notícias:

“Face às especulações que surgiram ao longo da tarde de hoje, relacionadas com as razões que conduziram a uma alteração da grelha de programação da TVI com o objectivo de homogeneizar e reforçar a consistência do Jornal Nacional ao longo de toda a semana, um dos espaços informativos mais importantes da TVI, desejamos manifestar expressamente que o respeito pelos valores da liberdade de expressão e o direito à informação constituem, juntamente com a independência, rigor e profissionalismo, os fundamentos sobre os quais se constrói a identidade da nossa estação e se baseia a qualidade da informação que, a cada dia e ao longo dos últimos quatro ano, a TVI tem oferecido e deseja continuar a oferecer aos portugueses.”

No Correio da Manhã:

“Grande parte da redacção da estação de Queluz assinou um abaixo-assinado de repúdio face à suspensão do ‘Jornal de Sexta”, que conduziu à demissão em bloco da chefia de informação da TVI. […]” em outra notícia: O ex-director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, explicou na SIC que ‘não é nenhum ingénuo’, classificou a suspensão do espaço noticioso de ‘escandaloso’ e falou de ‘influências políticas’ na decisão.

O Sindicato de Jornalistas emitiu também um comunicado sobre o assunto em que fala de ‘ingerência inaceitável da administração’. A entidade diz ainda que a ‘suspeição’ é ‘de tal modo grave que exigem da parte desta, desde logo em nome de transparência, um cabal esclarecimento das circunstâncias’.

Já a Entidade Reguladora para a Comunicação Social garantiu que vai abrir “com urgência” um processo de averiguações no âmbito da “violação de valores com dignidade constitucional de que é exemplo a liberdade de imprensa”

Diário Digital:

“Ex-director de Informação da RTP e SIC, Emídio Rangel negou, esta sexta-feira, a existência de quaisquer contactos por parte da Prisa para vir a ocupar um lugar na estrutura da TVI. Ao mesmo tempo, Rangel aplaudiu ainda a decisão da administração do grupo espanhol que detém o canal de Queluz, de acabar com um espaço que «envergonha os jornalistas».”

RTP1:

“O Governo e o aparelho do PS encaixaram ontem uma barragem de críticas de todas as forças da Oposição após o cancelamento do Jornal de Sexta da TVI e a demissão em bloco da Direcção de Informação da estação. José Sócrates considerou “injustas e infundadas” as acusações de “pretensa influência”, mas a Entidade Reguladora para a Comunicação Social abriu um processo de averiguações.

A demissão em bloco da Direcção de Informação e da chefia de redacção da estação de Queluz de Baixo, na sequência do cancelamento do Jornal de Sexta, foi conhecida ao início da tarde de quinta-feira, mas o primeiro-ministro manteve-se em silêncio até perto das 21h00. Quando finalmente falou, repetiu o “repúdio” de todas as acusações e críticas desferidas ao PS e ao Executivo, uma posição que já havia sido aventada por Augusto Santos Silva, negou ter “medo do Jornal de Sexta” e disse que a Media Capital, proprietária da TVI, “tem o dever de apresentar as razões” que ditaram o cancelamento do programa.

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E agora!?

Alguém se lembra do caso Freeport ou já se esqueceram? Esta história é grave caso se venha a confirmar a censura… estamos a voltar ao Estado Novo…

Ninguém faz nada!?

Não se esqueçam de votar neles daqui a três semanas.

Ana Coelho

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Comentários
  1. Patrícia Gomes diz:

    HUUUMMMMMM……será que o teu blogue também está censurado???? nem um comentário…nem 1zinho para amostra???? depois de Portugal inteiro ter comentado “Será que temos que ver tudo” (uns históricos 50 posts!!!!!) sobre a ida da Carla a Barrancos e os prós e contras consequentes pensei que tivesses que começar a cobrar entradas tipo portagem para disciplinar os comentários a mais esta escandaleira que é o estado da imprensa nacional…..
    Não né? está tudo já preparado para a Festa do Fds…
    Beijoca

  2. Inês Gonçalves diz:

    Ah pois é!

    Andou tudo muito ocupado com o fim-de-semana – falo pelo menos por mim 😀

    Seja lá como for, é realmente estranho e é um bocado coincidência a mais… quer dizer, há cerca de um ano (?) foi o caso do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, e agora é isto?! É um pouco estranho e começa mesmo a cheirar a censura. Se não é censura, então é o quê?

    Ok, eu sei que há quem não goste do Prof. Marcelo nem da Sra. Dª Manuela Moura Guedes… mas será caso para tanto? Acho que o pessoal tem é de ficar de pestana bem aberta… senão, ficamos com a pestana fechada e com aboca ainda mais fechada!

    Beijocas!

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