Neura servida em parto raso

Posted: Terça-feira, Fevereiro 2, 2010 in Pensamentos
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Começo este post por avisar que  estou realmente indignada e revoltada por ter-me controlado face à excessiva boa disposição de uma empregada de um “pseudo-restaurante”.

Trabalhar com o público é coisa que considero extremamente difícil, até porque somos humanos repletos de sentimentos que muitas vezes nos pregam grandes partidas. No pior dos casos temos um vendedor ou empregado completamente mergulhado numa nuvem negra que nos cumprimenta com os lábios cerrados e com um olhar ameaçador.

Bem mas este não foi o caso de hoje… Hoje irritou-me a boa disposição, quase brejeira de uma senhora (leia-se empregada de um restaurante) que decide ser tão simpática tão simpática que roça a mal criação.

Comecemos:

Numa fila enorme de clientes para serem atendidos, há uma alminha do outro lado do balcão que decide criar a nossa curta estadia insuportável. Esta criatura do demo passou o tempo a dirigir-se aos consumidores, desta forma:

“Diga-lá amoriii, o que queriii?”

Foi o princípio do fim… Depois para ajudar a minha mira a centra-se constantemente ainda se metia com os clientes desta forma:

“Ai esse cachecol fica-lhe tão bem… mas eu gosto mais da blusa!!!”

Eu só conseguia olhar seriamente para o espectáculo e desejava que ela parasse com aquele triste show!! Mas não… o seu grau de incompetência era proporcional ao seu nível de formação. Ora vejamos a senhora usava umas luvas, que usava para agarrar nos instrumentos de cozinha, lavar a loiça, levantar as mesas e por último polvilhar de queijo ou oregãos os pratos dos consumidores.

Quando estava a pagar perguntam-me “Vai desejar mais alguma coisa!?”, apenas consegui abanar a cabeça negativamente e respirar fundo, porque a minha vontade era gritar “QUERO SAIR DAQUI!”

Atenção eu não sou contra a boa disposição, nem sou contra as pessoas serem meigas, mas acho que há limites de respeito.

Enfim, deixo aqui a melhor tirada da senhora: “Amorriii e que massa é que vai queri?”

Cliente: “Pode-se macarrão, por favor.”

Senhora: “Macarróni… ! E quantos gigas?”

… (clientes trocavam olhares)

Ana Coelho

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Comentários
  1. Bem…o tempo de espera até nem foi assim tão curto, pelo menos uma meia hora à espera! Até liguei a perguntar se estava tudo bem, já prevendo que estivesses a desatinar com a mulher.
    Só imagino o que as pessoas estariam a pensar: “Quando é que saio deste filme?!”

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