Arquivo de Maio, 2012

Us…

Posted: Domingo, Maio 27, 2012 in Outros

Quando tudo muda… nós ficamos ou mudamos?

O que ficou para trás são apenas recordações que têm tendência para desaparecer… esmorecendo na bruma da saudade.

Tudo tem o seu tempo… eu cresci!

Ficou…! Ficou bem lá atrás… e no meio de tantas recordações, tumultos de sentimentos, alegrias e muitas lágrimas… surge a razão.

A razão das “minhas certezas”… quando apenas tinha uma: valia a pena!

Hoje… a onda rebelou-se… destruiu tudo aquilo que eu achava sólido e ao mesmo tempo completamente doido, destemido e real.

Ficou…! Morreu no mais simples do que sou!

Perdeu-se o tempo, foi-se a vontade, o interesse, o gosto e a crença.

Vejo-me perdida no deslumbre do que vem por aí… com coragem para provocar o caos… para lutar contra os meus monstros sem pena nem piedade.

Medo de quê? Do passado? Esse ficou… perdido e esquecido como destroços no fundo do mar… que encontram nas propriedades da água, meio de conserva! Não pretendo voltar a mergulhar…

… pelo menos no mesmo mar! Quero outras brisas, outros cheiros, outros toques!

Desisti… de ti!

A.C.

Quase dois anos depois…

Posted: Quinta-feira, Maio 24, 2012 in Outros
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Perdi imenso nestes dois últimos anos… ganhei uma data de coisas, principalmente uma dor profunda por aquilo que perdi!

Não pretendo resumir de nenhuma forma o que aconteceu ou deixou de acontecer… apenas oficializar que não há nada de especial em ser “eu” ou qualquer outra pessoa. Que a vida é mesmo um labirinto turvo de incoerências e uma luta incessante pela procura do nosso lugar.

Infelizmente… esse lugar parece bem mais longínquo do que poderia imaginar…!

Como fazer para enfrentar as dúvidas? O que fazer para ajudar os outros? Como fazer para lhes explicar que no fundo do  meu ser está uma voz que grita, que apela a sobriedade e que deseja mais… muito mais!

Paro. Cravo os dedos numa onça de tabaco, sinto o cheiro doce. Acendo e num instante encho os pulmões de fumo…

E expiro… No fumo baço surgem imagens à desfilada de coisas que outrora fizeram mais sentido do que estar neste momento aqui a embriagar-me de saudosismo.

Talvez não pertença aqui! Nunca se sentiram fora deste mundo? Como se as caras não vos fossem familiares, os pensamentos não batessem certo com os comportamentos…

Para quê estudar o behaviorismo se na verdade o comportamento das gentes é vazia de sentido… e só lá no fundo, no extremo oposto de onde tu estás encontras alguém que com a mesma gana pretende agarrar o mundo, prendê-lo por entre os dedos, rasgá-lo com os dentes até se ouvir um grito de dor…

Dor esta silenciosa para quem nunca soube escutar as palavras ditas…. malditas… que nos sufocam constantemente e que nos impedem de atingir a felicidade.

A felicidade é para os absurdos… para os ingratos, corruptos, mal-amados, esgotados, malcriados, egoístas e narcisistas. Só se pode ser feliz, neste mundo, se andarmos completamente alienados do que se passa à nossa volta.

Quase dois anos depois sinto a estagnação… de não ter chegado lá! De não te ter encontrado, de te ter perdido e sobretudo de não te ter visto chegar…

… tempo ingrato!

A.C.